segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

African grassland



Quando tirei esta foto ainda não tinha confiança com o dono da viatura para lhe pedir para fechar a porta, e confesso que também estava um pouco longe logo não me ia dar ao trabalho disso. Mas quando tirei a foto já tinha na mente o trabalho que iria ter, ou melhor, que queria ter para a por como a imaginei. Ainda não está terminada, falta um “abuso”, mas para isso tenho de procurar a imagem certa! ;) Ela aparece…
O trabalho fundamental nesta foto era fechar-lhe a porta! E desta vez não me esqueci do retrovisor! Depois retirar a matricula… todos sabem de quem é o carro (lindo do principio ao fim e com um trabalhar…ver a partir dos 35s), mas não quero invadir a privacidade de ninguém. Olhem que dar textura na zona da matricula… é mais fácil retirar-lhe a porta! :) mais uns retoques aqui e acolá para retirar detalhes distractivos e o veiculo em si estava pronto. Mas não estava satisfeito com a “mood” da coisa. Sempre achei que a foto ficava melhor um pouco mais quente, com “bom” tempo. Não eu não goste dos detalhes do céu original, mas queria uma foto mais viva e “bem disposta”. Para isso tive de procurar o céu certo! Para ficar bem sem muito muito muito trabalho, tive de procurar um céu com nuvens na parte inferior para que a união entre as duas fotos não ficasse muito estranha e me poupasse algum trabalho, especialmente nas árvores. Depois queria dar outra diagonal à foto. Se repararem o carro e o “caminho” traçam uma diagonal e as nuvens outra, com isto consegue-se dar um pouquinho mais a noção de profundidade à foto. O céu desta foto saiu de umas das primeiras fotos que tirei na expedição do Sabor (saudades…) Depois foi muito clone, heal e smudge…
Enfim, mais um trabalho que decidi partilhar e mostrar que até as boas fotografias podem ficar melhor…
Um dia acabo-a… :)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Splash!


 


Esta já tem algum tempo mas é umas das fotos que me deu mais gozo tirar. Primeiro estava acompanhado do meu Guru fotográfico e depois o carro ia só com meninas! :)
Esta serve apenas para demonstrar as potencialidades do digital.
Andávamos nós pela Lousã quando a Miss Carla viu um charco e decidiu dar numa de “Moises”. Eu, e o Meu colega Marco, saímos, escolhemos o sitio ideal para ter uma boa composição e depois foi deixar a maquina fazer o trabalho. Em situações destas, de objectos em movimento rápido, temos duas hipóteses, ou vamos para as pannings ou congelamos o momento! Do ângulo que tínhamos, e tendo em conta que o objecto em movimento se estava a aproximar, ou seja, a alterar a sua distancia à maquina e por consequência o ponto de focagem, o ideal seria congelar o memento, porque para fazer panning…. (as pannings ficam para outro dia e para o outro Blog :)). Para congelar o momento, e dada a pouca luz, puxei um pouco do ISSO (500), usei o modo de focagem "AI Servo" ,e coloquei-a em disparos consecutivos rápidos, 6,5 frames por segundo, ou seja, 13 imagens a cada 2 segundos. Depois foi só carregar no botão e deixar a maquina tirar fotos… Esta é uma das grandes vantagens do digital, não se estragam rolos a tentar capturar aquele momento certo nas situações onde não dominamos nem temos bem a certeza de onde vai estar o sujeito principal da composição.
O pós-processamento foi apenas para evidenciar o que já lá estava, um pequeno reenquadramento, um ajuste nas luzes e ficou pronta.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Continuum of Creation

Recentemente comecei a ler mais um livro de fotografia, “The photographer's eye” do Michael Freeman. E para já apetece-me citar o "Senhor" enquanto deixo mais um exemplo de como idealizar uma boa fotografia. Se uma imagem vale mais que mil palavras, uma boa fotografia quantas valerá?
Uma das coisas que mais me agrada vem logo no inicio do livro, em que ele fala da ligação entre o fotografo e a tecnologia, em que ele descreve o fotografo como sendo alguém que quer sempre estar a par da ultima inovação tecnológica, quer a nível de equipamento, quer a nível de pós processamento de imagens. Mas ele também refere que o equipamento não faz o fotografo, mais uma vez estou completamente de acordo com ele. As minha primeiras incursões na fotografia foram com a maquina que o meu pai usava para fazer fotos dos ralis e da F1, quase não conseguia segurar a tele… que belas recordações, contudo, eram só disparos inconsequentes que resultaram em muitos rolos sem aproveitamento. Quando decidi entrar no mundo digital comecei por baixo, e acho sinceramente que é a melhor forma de o fazer!  Eu trocava de maquina à medida que evoluí-a a minha técnica, a minha primeira digital foi uma Mustek Gsmart mini2! Cabia na palma da minha mão! À medida que me ia sentindo limitado pela maquina, trocava, e já tive… Mini2, D35, MDC5000, S5000, S5500, S5600, E330, 40D… 8 máquinas diferentes!  E é aqui que cito o Senhor “Most people using a camera for the first time try to master the controls but ignore the ideas. They photograph intuitively, liking or disliking what they see without stopping to think why, and framing the view in the same way.”

Como ele próprio diz, “A great deal goes on in the process of making an exposure that is not at all obvious to someone else seeing the result later….” Tudo o que tento aqui é dar umas dicas de como melhorar e optimizar os nossos cliques. Uma reflex nas mãos de um principiante é um pesadelo e é, sem sombra de duvida, estragar dinheiro! Para quem não sabe mais vale uma compacta que faz tudo sozinha de que uma pró ou semi-pró onde é preciso acertar os settings de acordo com o que queremos, e isso requer pensar à frente, ver o resultado final antes mesmo de carregar no botão do shutter release “The technology, of course, is vital, but the best it can do is to help realize ideas and perception”. Uma 5D mkII por si só não faz fotografias, é preciso saber usa-la e saber o que queremos… e quem diz uma 5D diz uma 1000D, até mesmo uma SX30IS pode ser demais…

A foto…
Bem, esta foi tirada durante o mesmo passeio de onde saiu a do ultimo post, que foi organizado pelos” Valentes d’Aveiro”.
Tenho de procurar a ver se encontro os originais desta, para já deixo só o resultado final.



Trata-se de uma panorâmica composta por 10 ou 11 fotos. Usei o “The Panorama Factory” para as unir no modo manual controlando todos os passos. Seguidamente levou um tratamento de cor para puxar um pouco pelos azuis tirando o máximo de proveito do fantástico Céu que estava nesse dia. O trabalho nesta foto está na composição em si e não no pós processamento.  Quando pensei em fazer a panorâmica decidi incluir um pouco de “foreground” nas laterais para criar uma moldura natural na fotografia, usando o paisagem natural e o efeito das nuvens esticadas pelo vento para conferir mais profundidade de campo. Sem estes dois elementos a fotografia seria completamente diferente, e mais desinteressante. Tentei também ajustar foto a foto a exposição de modo a ter um nadinha mais de luz do lado esquerdo e ter a arvore quase em silhueta, isto para acentuar mais o contraste já existente. Ainda não me decidi quanto ás eólicas, para já deixei-as ficar uma vez que passam quase despercebidas e, nos dias de hoje, já fazem parte da paisagem serrana do nosso quotidiano.


Deixo aqui o link para o livro que está à venda na FNAC e em português - http://www.fnac.pt/Olhar-do-Fotografo-Michael-Freeman/a306671
Uma ultima citação para fechar o post de hoje,
If you, unknowing, are able to create masterpieces in color, then unknowledge is your way. But if you are unable to create masterpieces in color out of your unknowledge, then you ought to look for knowledge” já dizia Bauhaus nos anos 20! A minha procura de conhecimento conta já com alguns anos e as minhas fotos levam já mais de 97000 views e mais de 3600 reviews, e reviews feitos por mim... já lhes perdi a conta... Posso ter cara de miúdo, posso até ser miúdo quando comparado com algumas pessoas, mas de fotografia meus caros…

sábado, 18 de dezembro de 2010

Como transformal o banal

Como transformar uma fotografia banal, comum, cheia de erros em algo interessante.
Bem, primeiro é preciso saber fotografar, ter uma boa câmara que guarde bastantes detalhes, saber trabalhar com vários softwares de edição de imagem e principalmente saber antecipar o que podemos ou não fazer em pós-processamento.
Primeiro passo: Tirar uma foto com potencial.
(passeio organizado pelos "Valentes d'Aveiro" à Serra da Freita)

Ao olhar para esta foto vemos uma imagem com cores pálidas, pessoas num dos cantos e ainda por cima cortados, uma composição algo descompensada… em que raio estaria a pensar eu quando a tirei?
Bem, é fácil, estávamos aqui à algum tempo, e reparei que o carro do Christian estava num ângulo engraçado em relação à paisagem envolvente, e foi no 200 que me centrei, todo o resto eu sabia que podia alterar, chama-se a isso visão/imaginação (algo necessário a qualquer fotografo.
O que precisava de ser alterado?
Tudo, primeiro foi necessário um “crop” para recompor a composição e transformá-la em algo mais 16:9  e interessante, nem sempre as composições centradas ou seguindo a regra dos terços são as melhores.
Depois, e usando a ferramenta “clone” do Photoshop, retirei o Paulo e o Christian da foto, e fiz alguns melhoramentos no 200 ( ;) né Filipa) . Estando a composição tratada passei para as cores.  
Nem sempre as cores ficam como queremos, em situações dinâmicas, como esta, o melhor é fotografar em RAW e corrigir a exposição, o balanço de brancos e o tint em casa, com tempo em frente ao pc pois se tentarmos fazer isso no terreno podemos perder a cena ou ficar com uma foto simplesmente medíocre.
Neste caso puxei um pouco pela “vibrancy” das cores, reduzia as luzes médias e altas e aumentei as sombras. Isto deixou-a com as cores que desejava. Mas faltava algo.
No Photoshop, dupliquei o layer da imagem e apliquei um filtro “Highpass”, o que torna a imagem cinzenta. Seguidamente é preciso fazer um “blend” dessa imagem cinzenta para voltarmos ás cores “normais”. Isto aumenta os detalhes da imagem e vai buscar pormenores que pensávamos não serem possível de ver na fotografia.  Normalmente uso “soft light” mas também podem usar o “hard-light” se pretenderem muitos detalhes.   
O resultado final é este.


Na minha humilde opinião está muito melhor que a original. Há muitos debates sobre o pós-processamento de imagens. Na minha opinião, se temos capacidade e inteligência para melhorar algo, porque não fazê-lo?  Comparem-no com comida… nós temperamos a comida não temperamos? Comparem com os jipes, quem não gostaria de artilhar o seu 4x4? E os humanos, quando ficamos doentes tomamos medicamentos, certo? Sei lá, se estivermos constipados com muita tosse ou fartinhos de fazer atchim, tomamos um CÊGRIPE, uma aspirina ou algo do género, certo?  
Vá, a quem quiser aprender um pouco sobre como melhorar as suas fotos, é só perguntar, eu respondo. 
Boas fotos e vejam se tratam dessa gripe... 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quase no topo!!!

Agora que já tenho o meu pc de volta, posso voltar a dar vida ao blog.
A foto original foi tirada durante uma ida ao Poço do Inglês e até nem estava mal, mas depois de alterada parece que o grupo tem uns super Discovery! e que a Jú domina! :) 
Foto Original:
Tratamento aplicado: Ajuste de cores, ajuste de sombras, luzes médias e luzes altas, pequeno toque no balanço de brancos, magia na adição da Jú e um upgrade aos 300 e ao 200 que os fez chegar onde nem o patroleiro chegou... melhor do que isso só mesmo o Inglês em pessoa com o seu Frankenyota VX.
O trabalho foi feito com base na ferramenta de clone e de spot healing brush do photoshop. Envolveu redimensionar a fotografia de onde tirei o 90 da Jú, refazer trilhos de subida e acertar todas as margens. No total cerca de 15 mins de trabalho. 
Estão a ver, não precisam de grandes alterações no carro, basta levar um fotografo e já podem dizer que estiveram lá em cima! :)

Mais uma vez, um muito obrigado a todos os que foram ao passeio, especialmente a quem me deu boleia...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Recon Day

A sério, no próximo passeio vai haver um workshop em como fechar a porta do carro. São só vantagens, Não entram melgas, não sai o quentinho e poupam-me HORAS de trabalho!!!
Original:

Acertei as luzes, dei um ligeiro aumento nas sombras e uma redução mínima nas luzes médias e altas, escurecimento dos azuis, turquesas e verdes.
Resmas de trabalho para tirar de lá a porta e o Miguel... Ligeiros tweaks nas cores e um filtro high pass para avivar detalhes. Margens brancas e a adição do logo do Clube AveiroTT
Muito Obrigado pela divulgação do Blog e pela boleia nos passeios!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O 200 de Christian

Aqui está o primeiro resultado de uma bela tarde de feriado passada na companhia de amigos e em fora de estrada!!! (que saudades que eu tinha) :)

Continuando o espírito do blog aqui está a foto original

Já assim mostra potencial, uma boa composição ajuda sempre a fazer uma boa foto e, como no caso do Discovery do Paulo, o carro ajuda muito!

O tratamento foi simples, desta vez não havia ninguém nem nada para remover, foram só retoques de maquilhagem (acerto de cores) e um filtro high pass em soft light para realçar detalhes. Depois de 2 mins (sim foi uma edição rápida pk queria por algo aqui hoje) o resultado final foi este


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Discovery do Paulo

Tirada num sábado à tarde durante um dos passeios aqui por Aveiro... A foto original é esta



A primeira coisa a fazer é um re-enquadramento da foto (acdsee)
Depois mexer na luz, aumentar a luz nas "shadows" e diminuir os "midtones" e os "highlights"(acdsee)



Depois retirar a Selma, o Paulo e Fechar a porta do condutor (photoshop) Por fim criar um filtro highpass e fazer um blend a softlight (photoshop) Cerca de vinte minutos e o resultado final é este!