terça-feira, 27 de dezembro de 2011

fim de ano....



27 de Dezembro de 2011…
O ano está a acabar e está na altura de fazer um pequeno balanço… Muitos foram os km em fora de estrada por trilhos de lama, terra, pedra, areia, neve, mato, … devo estar a esquecer-me de algo…. Atascos foram alguns, começamos o ano com umas horas a desatascar mas depois disso a coisa até tem entrado nos eixos. Saídas casuais, outras mais organizadas, presença em passeios de outros clubes, o MEGA ;) evento que for a 1ª Rota dos Ovos moles que me permitiu publicar mais uma vez fotos numa revista de tiragem nacional, enfim, devagar e de forma sustentada, sem pressas, de todos e para todos! Um muito obrigado a todos os Sócios e simpatizantes do AveiroTT pelas fantásticas experiências, bons momentos e boas fotos que me proporcionaram!

(relativamente à foto do post: foi tirada no dia 18 de Dezembro, (missão de recon para o passeio de S. Gonçalinho?? Talvez ;) ) fomos guiados pelo Armindo até este pequeno “Oasis”. Foi já no final do dia e gostei particularmente das cores, do reflexo do céu e da confluência das linhas presentes na foto que nos guiam o olhar até ao super 300 do Armindo) 

Bom Ano para todos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

UMM


UMM - União Metalo-Mecânica, foi em 1977 que esta empresa de origem portuguesa foi fundada com o objectivo de construir veículos 4x4. Com metas simples, a marca lançou o seu primeiro veículo em 1978. Não foram muitos os modelos criados (UMM Cournil, UMM Alter, UMM Alter II) e a duração da marca não foi longa, a marca encerrou portas em 2006, não chegando a completar os 30 anos de idade.Como feitos de destaque ressaltam a presença no exercito e forças policiais portuguesas e também as participações no Dakar, especialmente a de 1982 onde os três veículos que iniciaram a prova a conseguiram acabar.

Esta introdução toda para mostrar algumas fotos do UMM do Bruno, tiradas durante o 2º Convívio de S. Martinho do Clube AveiroTT que juntou sócios e simpatizantes num belo dia de trilhos, castanhas  muito muito mais.

Desta feita optei por misturar, misturar várias coisas, desde as dessaturações selectivas pelas quais era conhecido no GfxArtist, pelos b&w que nunca explorei muito (mas vou) e pelas cores soft que também não são característica habitual em mim.

As imagens:
Tiradas em condições de luz muito reduzida, o que me levou a usar um ISO de 3600 resultando em algum ruído. Normalmente seria algo de evitar, mas como a ideia era fazer umas imagens de "mood" nostálgica, usando um pedaço da história automovél nacional, o ruído até ajuda.
A 1ª levou uma dessaturação selectiva ficando só a cor vermelha do carro, uns toques no contraste, uns "burn" na parte preta do capot e mais umas coisitas mínimas.


Nesta suavizei um pouco as cores, tirei-lhes saturação para enfatizar o ar nostálgico.



O b&w é algo a que ainda não estou muito habituado e ainda requer mais prática, contudo acho que se adequa ao carro, especialmente na segunda imagem a b&w e à "mood" nostálgica da coisa. 



Nestas duas o trabalho foi idêntico à primeira, a ideia é dar destaque ao carro e à acção (haveria mais acção se não fossem os pneus :p ).

Hoje fico-me por aqui. 
Espero em breve ter mais tempo para poder dedicar à fotografia.

Fiquem bem!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pontos de focagem

Eu sei, pontos de focagem? Em fotografia TT, será que há tempo para isso?
Bem se for bem pensado e houver uma paragenzita aqui e ali, há.

Muitas vezes, com a pressa de capturar um momento, temos tendência a esquecer formas "alternativas" de o mostrar.
Quando estamos parados, muitas das vezes aponto a câmara ao retrovisor e faço dois disparos. Um com o ponto de focagem no que está a ser reflectido e outro na paisagem de fundo. E isto quer para o retrovisor do veiculo onde estamos quer para os outros veículos. E porquê dois disparos da mesma composição com pontos de focagem diferentes? Bem às vezes é muito fácil perceber logo no local qual é a composição que funciona melhor, as vezes o retrovisor serve só para complementar a composição, outras a paisagem é completamente desinteressante mas apanhamos algo de interessante no retrovisor, o post Reflections II é exemplo disso. Nesses casos apenas uma foto chega. Mas há deles que são mais complicados...
A imagem seguinte está focada no retrovisor, e apenas mostra um poste e umas montanhas enquanto o fundo está desfocado... mas eu até gosto do fundo desfocado... se em vez daquele poste estivesse ali outra coisa qualquer mais interessante....


Como não estava muito satisfeito, e como não tinha a certeza ao certo se a composição com o retrovisor focado ia funcionar, decidi mudar o ponto de focagem e focar o fundo.


Pessoalmente agrada-me mais esta composição, mas isto são gostos, e gostos não se discutem.... argumentam-se! Para mim a imagem no retrovisor não justifica uma composição baseada apenas nela, apesar do apelo que a estrada serpenteante tem, mesmo estando "desfocada". Das duas, a que prefiro é a ultima, com a estrada focada e o retrovisor apenas como uma referência do que está para tras.

Mas não é só com os retrovisores que que mudo o ponto de focagem de modo a obter imagens diferentes quase com a mesma composição. Recentemente, durante o convívio na serra da Freita organizado pelo AveiroTT, tive a oportunidade de o fazer a experiência "Jerrican/caixa de ferramentas VS Aldeia da Pena". 


"O gajo passou-se de vez, são iguais!" <- Isto é o que eu acho que vocês devem estar a dizer! :) Mas não, se repararem na primeira imagem a caixa e o jerrican estão perfeitamente focados enquanto que a aldeia esta ligeiramente "desfocada". Nas segunda imagem o ênfase do foco está na aldeia. Mais uma vez, e aqui mais do que no caso dos retrovisores, é uma questão de gostos. Na minha humilde opinião, a primeira imagem é um pouquinho melhor que a segunda, prefiro o detalhe no jerrican e na caixa de ferramentas.

Por hoje ficamos por aqui, para breve devo trabalhar um pouquinho esta imagem do jerrican, tirar e meter coisas em programas "demoníacos" :) que mudam e alteram as fotos. Em breve também devo aumentar, e muito os meus conhecimentos pois vou frequentar um curso com o Paulo Moreira (sim, outra vez o PM, não me canso de divulgar e publicitar o trabalho dele, o que é bom, é mesmo muito bom!!). Para os potenciais interessados - Informações do curso

E já agora, nunca é demais:



Só mais um, esta vocês podem ir ver de "borla" no C.C. Glicínias. Fui à inauguração e além de conhecer pessoalmente o Alexander Kharlamov (que seguia faz muito tempo no deviant) vi fotos de um projecto diferente, mas muito bom! 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Rota dos Ovos Moles

O pedido foi simples....


No próximo dia 30 de julho o AveiroTT vai celebrar o seu primeiro aniversário. Para assinalar a ocasião vai ser realizada a primeira, de muitas (esperamos nós), Rota dos ovos moles. Para proceder à sua divulgação, e no sentido de elaborar o cartaz, era necessário uma foto que fosse clara em demonstrar os três pontos chave do evento, o TT, Aveiro e claro, os ovos moles.

As ideias da imagem foram surgindo, e se era claro que para representar o TT era necessário um veiculo TT, e que para os ovos moles seriam umas barricas e uma canastra com ovos moles, a representação simbólica de Aveiro não foi imediata.

A primeira ideia foi de usar como cenário da foto um dos braços da Ria, por o "Santo André" como fundo, mas rapidamente chegamos à conclusão que a ideia "Aveiro" não passava.


Outro elemento simbólico, representativo de Aveiro, seriam as salinas. Depois de alguns ensaios, a conclusão foi idêntica à anterior. Além da imagem não passar, a área útil para inserir informação era reduzida.

Depois de descartado o elemento Ria e as salina, o próximo ensaio foi com um moliceiro. A busca, pelos múltiplos cais de pesca tradicional, de um "cenário" ideal para concretizar a nossa ideia foi longa, e levou-nos até ao cais do Bico. Lá foi possível incluir o monumento de homenagem ao moliceiro, espaço da autoria do arquitecto João Ruela, o Jipe e os Ovos Moles passando assim a ideia a que nos propusemos.
Depois de ensaiada a composição da foto, acertei os settings de forma a obter alguma profundidade de campo, tornando os contornos do 200 mais suaves do que os contornos das barricas e dos ovos moles.
O resultado final foi este!

Aqui fica uma pequena mostra do que sofro.... Está um "artista" (lol) a trabalhar enquanto outros se dedicam a registar poses menos dignas da minha pessoa.... :)

domingo, 24 de abril de 2011

O Super 300









Aqui ficam mais algumas dicas para fazer fotos de desporto, neste caso de Todo Terreno.
Esta sequência de fotos foi tirada durante o II Passeio de TT do ACRC. O AveiroTT marcou presença com algumas viaturas entre elas este Super Discovery 300, um disco muito bonito e extremamente bem preparado para este tipo de situações.

Fotografia:
Para este tipo de situações convém seleccionar settings que nos permitam tirar o maior numero de fotos no menor tempo possível.  No meu caso estas imagens foram obtidas ao ritmo máximo que a maquina permite, 6,5 fotos por segundo (embora os dados dos exif digam que as primeiras 7 imagens foram tiradas no mesmo segundo).
Outro dos pontos em que é preciso ter bastante atenção é ao foco. Em objectos com movimento rápido o mais aconselhável, a quem não tem uma lente ultra-sónica, é seleccionar uma abertura que permita uma campo de focagem alargado e "tentar" acompanha o movimento do objecto. Uma ultima dica,(mais dedicada às pannings mas que também se adequa a estas situações) sempre que estejam a acompanhar o movimento, e caso a vossa lente tenha apenas um modo de estabilização, é preferível, no meu entender, desligar o estabilizador de imagem. O estabilizador de imagem compensa as movimentações verticais e horizontais, ou seja, o estabilizador de imagem vai interpretar a movimentação que executamos para acompanhar o movimento do objecto como um movimento a eliminar (compensar), e isso pode atrasar a foto ou retirar algum do movimento do à foto. 
Aqui fica uma animação das fotos a cerca de metade da velocidade real.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Reflections II


Continuando nos reflexos e nas "selective desaturations", aqui fica mais um exemplo do que se pode fazer, neste caso com um retrovisor e com um pouco de pós processamento caseiro. 
Como no tópico anterior o pós processamento desta imagem resume-se a uns toques no contraste e na remoção de cor do que apenas complementa a imagem deixando a cores o essencial.
Durante os passeios de TT não faltam oportunidades para fazer fotos deste tipo, o fundamental é antecipar o que pode ser uma boa foto para evitar estar constantemente a olhar pelo retrovisor com a maquina apontada ao mesmo. 
Outra pequena dica que deixo e terem a maquina em disparos múltiplos e, neste tipo de situações, tirar sempre três fotos. A não ser que tenham uma lente com um motor de foco ultra rápido o mais normal, dado os solavancos, é o foco fugir sempre um bocadinho, com três fotos vamos minimizar o impacto desses solavancos maximizando a possibilidade de obter uma imagem perfeitamente focada.

domingo, 6 de março de 2011

Reflections


Acho que todos nós já tiramos fotos a óculos, retrovisores, vidros, etc, para capturar o reflexo. Não sou excepção, já tirei centenas delas, umas melhores, outras piores mas há sempre firmas de as melhorar. 

Aqui o trabalho foi muito simples. Há duas formas mais básicas de fazer a remoção de cor selectiva, ou se cria uma mascara através da ferramenta de selecção e seguidamente se efectua o “Desaturate”, ou então podemos seleccionar a ferramenta “color replacement” escolher preto e passar com o rato nas zonas onde queremos remover a cor. Uns toques aqui e ali nas cores, um pouco mais de contraste e conseguimos chamar a atenção de uma forma muito mais clara para o “objecto” que queremos, neste caso, para o reflexo nos óculos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

African grassland



Quando tirei esta foto ainda não tinha confiança com o dono da viatura para lhe pedir para fechar a porta, e confesso que também estava um pouco longe logo não me ia dar ao trabalho disso. Mas quando tirei a foto já tinha na mente o trabalho que iria ter, ou melhor, que queria ter para a por como a imaginei. Ainda não está terminada, falta um “abuso”, mas para isso tenho de procurar a imagem certa! ;) Ela aparece…
O trabalho fundamental nesta foto era fechar-lhe a porta! E desta vez não me esqueci do retrovisor! Depois retirar a matricula… todos sabem de quem é o carro (lindo do principio ao fim e com um trabalhar…ver a partir dos 35s), mas não quero invadir a privacidade de ninguém. Olhem que dar textura na zona da matricula… é mais fácil retirar-lhe a porta! :) mais uns retoques aqui e acolá para retirar detalhes distractivos e o veiculo em si estava pronto. Mas não estava satisfeito com a “mood” da coisa. Sempre achei que a foto ficava melhor um pouco mais quente, com “bom” tempo. Não eu não goste dos detalhes do céu original, mas queria uma foto mais viva e “bem disposta”. Para isso tive de procurar o céu certo! Para ficar bem sem muito muito muito trabalho, tive de procurar um céu com nuvens na parte inferior para que a união entre as duas fotos não ficasse muito estranha e me poupasse algum trabalho, especialmente nas árvores. Depois queria dar outra diagonal à foto. Se repararem o carro e o “caminho” traçam uma diagonal e as nuvens outra, com isto consegue-se dar um pouquinho mais a noção de profundidade à foto. O céu desta foto saiu de umas das primeiras fotos que tirei na expedição do Sabor (saudades…) Depois foi muito clone, heal e smudge…
Enfim, mais um trabalho que decidi partilhar e mostrar que até as boas fotografias podem ficar melhor…
Um dia acabo-a… :)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Splash!


 


Esta já tem algum tempo mas é umas das fotos que me deu mais gozo tirar. Primeiro estava acompanhado do meu Guru fotográfico e depois o carro ia só com meninas! :)
Esta serve apenas para demonstrar as potencialidades do digital.
Andávamos nós pela Lousã quando a Miss Carla viu um charco e decidiu dar numa de “Moises”. Eu, e o Meu colega Marco, saímos, escolhemos o sitio ideal para ter uma boa composição e depois foi deixar a maquina fazer o trabalho. Em situações destas, de objectos em movimento rápido, temos duas hipóteses, ou vamos para as pannings ou congelamos o momento! Do ângulo que tínhamos, e tendo em conta que o objecto em movimento se estava a aproximar, ou seja, a alterar a sua distancia à maquina e por consequência o ponto de focagem, o ideal seria congelar o memento, porque para fazer panning…. (as pannings ficam para outro dia e para o outro Blog :)). Para congelar o momento, e dada a pouca luz, puxei um pouco do ISSO (500), usei o modo de focagem "AI Servo" ,e coloquei-a em disparos consecutivos rápidos, 6,5 frames por segundo, ou seja, 13 imagens a cada 2 segundos. Depois foi só carregar no botão e deixar a maquina tirar fotos… Esta é uma das grandes vantagens do digital, não se estragam rolos a tentar capturar aquele momento certo nas situações onde não dominamos nem temos bem a certeza de onde vai estar o sujeito principal da composição.
O pós-processamento foi apenas para evidenciar o que já lá estava, um pequeno reenquadramento, um ajuste nas luzes e ficou pronta.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Continuum of Creation

Recentemente comecei a ler mais um livro de fotografia, “The photographer's eye” do Michael Freeman. E para já apetece-me citar o "Senhor" enquanto deixo mais um exemplo de como idealizar uma boa fotografia. Se uma imagem vale mais que mil palavras, uma boa fotografia quantas valerá?
Uma das coisas que mais me agrada vem logo no inicio do livro, em que ele fala da ligação entre o fotografo e a tecnologia, em que ele descreve o fotografo como sendo alguém que quer sempre estar a par da ultima inovação tecnológica, quer a nível de equipamento, quer a nível de pós processamento de imagens. Mas ele também refere que o equipamento não faz o fotografo, mais uma vez estou completamente de acordo com ele. As minha primeiras incursões na fotografia foram com a maquina que o meu pai usava para fazer fotos dos ralis e da F1, quase não conseguia segurar a tele… que belas recordações, contudo, eram só disparos inconsequentes que resultaram em muitos rolos sem aproveitamento. Quando decidi entrar no mundo digital comecei por baixo, e acho sinceramente que é a melhor forma de o fazer!  Eu trocava de maquina à medida que evoluí-a a minha técnica, a minha primeira digital foi uma Mustek Gsmart mini2! Cabia na palma da minha mão! À medida que me ia sentindo limitado pela maquina, trocava, e já tive… Mini2, D35, MDC5000, S5000, S5500, S5600, E330, 40D… 8 máquinas diferentes!  E é aqui que cito o Senhor “Most people using a camera for the first time try to master the controls but ignore the ideas. They photograph intuitively, liking or disliking what they see without stopping to think why, and framing the view in the same way.”

Como ele próprio diz, “A great deal goes on in the process of making an exposure that is not at all obvious to someone else seeing the result later….” Tudo o que tento aqui é dar umas dicas de como melhorar e optimizar os nossos cliques. Uma reflex nas mãos de um principiante é um pesadelo e é, sem sombra de duvida, estragar dinheiro! Para quem não sabe mais vale uma compacta que faz tudo sozinha de que uma pró ou semi-pró onde é preciso acertar os settings de acordo com o que queremos, e isso requer pensar à frente, ver o resultado final antes mesmo de carregar no botão do shutter release “The technology, of course, is vital, but the best it can do is to help realize ideas and perception”. Uma 5D mkII por si só não faz fotografias, é preciso saber usa-la e saber o que queremos… e quem diz uma 5D diz uma 1000D, até mesmo uma SX30IS pode ser demais…

A foto…
Bem, esta foi tirada durante o mesmo passeio de onde saiu a do ultimo post, que foi organizado pelos” Valentes d’Aveiro”.
Tenho de procurar a ver se encontro os originais desta, para já deixo só o resultado final.



Trata-se de uma panorâmica composta por 10 ou 11 fotos. Usei o “The Panorama Factory” para as unir no modo manual controlando todos os passos. Seguidamente levou um tratamento de cor para puxar um pouco pelos azuis tirando o máximo de proveito do fantástico Céu que estava nesse dia. O trabalho nesta foto está na composição em si e não no pós processamento.  Quando pensei em fazer a panorâmica decidi incluir um pouco de “foreground” nas laterais para criar uma moldura natural na fotografia, usando o paisagem natural e o efeito das nuvens esticadas pelo vento para conferir mais profundidade de campo. Sem estes dois elementos a fotografia seria completamente diferente, e mais desinteressante. Tentei também ajustar foto a foto a exposição de modo a ter um nadinha mais de luz do lado esquerdo e ter a arvore quase em silhueta, isto para acentuar mais o contraste já existente. Ainda não me decidi quanto ás eólicas, para já deixei-as ficar uma vez que passam quase despercebidas e, nos dias de hoje, já fazem parte da paisagem serrana do nosso quotidiano.


Deixo aqui o link para o livro que está à venda na FNAC e em português - http://www.fnac.pt/Olhar-do-Fotografo-Michael-Freeman/a306671
Uma ultima citação para fechar o post de hoje,
If you, unknowing, are able to create masterpieces in color, then unknowledge is your way. But if you are unable to create masterpieces in color out of your unknowledge, then you ought to look for knowledge” já dizia Bauhaus nos anos 20! A minha procura de conhecimento conta já com alguns anos e as minhas fotos levam já mais de 97000 views e mais de 3600 reviews, e reviews feitos por mim... já lhes perdi a conta... Posso ter cara de miúdo, posso até ser miúdo quando comparado com algumas pessoas, mas de fotografia meus caros…